Cafezinho com Roger Soares Colunas

O DEM, a Receita Federal e o acesso ilegal


Por Roger Soares (*)

Aroma de café forte. Torrado e moído recentemente. A Receita Federal informou através de seu Secretário Marcos Cintra, na ultima sexta-feira (5) que acionou a Polícia Federal após identificar o acesso ilegal de dois servidores a informações fiscais do presidente Jair Bolsonaro e integrantes de sua família, sem citar os respectivos nomes.

De acordo com o fisco, foi aberta uma sindicância no órgão para apurar as circunstâncias nas quais esse acesso foi feito. A sindicância concluiu que não havia motivação legal para o acesso e, por esta razão, a Receita notificou à Polícia Federal, ao mesmo tempo em que iniciou procedimento correcional, visando apurar responsabilidade funcional dos envolvidos”, informou, por meio de nota.

O órgão não deu mais informações sobre os servidores ou sobre quais parentes de Bolsonaro tiveram os dados acessados, porém um dos servidores é Odilon Ayub Alves. Curiosamente irmão de Norma Ayub, ligada fortemente ao presidente da Câmara Rodrigo Maia, que encenou desavenças com o Presidente da República e com o Ministro Sérgio Moro, inclusive faltando com o respeito com este, chamando-o de funcionário do presidente. Em fevereiro deste ano, a Receita também notificou a Polícia Federal, após o vazamento de ações de fiscalização sobre autoridades.

O curioso é que a deputada federal Norma Ayub (DEM) solicitou uma audiência para esclarecimentos necessários,justamente ao funcionário do presidente”; ao Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, para defender o irmão, que está sendo investigado.

A intenção da parlamentar é esclarecer os atos praticados por Odilon Ayub Alves, que acessou dados sigilosos do presidente Jair Bolsonaro (PSL) . 

Odilon Ayub Alves é servidor da Receita Federal lotado em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo. Ele foi levado na última quinta-feira (04) para a delegacia da PF para prestar esclarecimentos, atendendo a inquérito que tramita na Justiça.

Após ser ouvido, ele foi liberado. Um outro servidor da Receita, de Campinas, também acessou dados do presidente e está sendo investigado.

Por nota, Norma disse que Odilon já prestou esclarecimentos às autoridades e que ele “acessou os dados do presidente da República, Jair Bolsonaro, por mera curiosidade”.

Ao ter ciência dessa declaração pífia e mequetrefe, eu não sei se rio ou se choro da Democrata! Aliás vamos atentar ao desempenho desse partido no Congresso Federal daqui por diante.

A parlamentar do Espírito Santo ainda fez questão de ressaltar na nota que toda sua família fez campanha declarada – nas eleições de 2018 – a Bolsonaro, incluindo Odilon, e que não acredita que o mesmo tenha intenções políticas com o ato.

“Entretanto, na condição de aliada do presidente, (Norma) entendeu por bem prestar esclarecimentos para que não haja qualquer mal-entendido. (Será mesmo?) Por fim, reitera que não tem qualquer vinculação com atos praticados por seu parente e que repudia qualquer tipo de atividade ilícita, seja de quem for”, explicou em nota.

Em depoimento à Polícia Federal, Odilon Ayub Alves disse que fez apenas um acesso e consultou apenas dados cadastrais, por curiosidade. Os acessos aos dados foram feitos em datas próximas a convenções de partidos, no início do segundo turno e logo depois do resultado das eleições, entre outras.

A PF foi acionada no fim de janeiro e, de acordo com fontes ouvidas, está investigando a dimensão dos acessos e que dados os servidores, ambos administrativos, conseguiram levantar.

Café quente dessa semana, hein?

(*) é empresário

1 Comentários

    • Pablo 11:16

      Todos contra 1…
      Temos que nos manter forte, para que Bolsonaro consiga fazer algo. A grande verdade que nós somos a resistência.

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